sexta-feira, dezembro 22, 2006

NATAL

Cada Natal que se aproxima fico cada vez mais triste e enraivecido por ver cada vez mais cinismo, egoísmo e tudo terminado em ismo.
Vejo famílias desmembradas, cada vez mais pobreza, uma azáfama às compras, as grandes superfícies comerciais apinhadas de gente acompanhadas de crianças, tudo compram ou querem comprar, a maior parte deles, sem o poderem fazer, empenhando-se,só para satisfazer os seus mal educados filhos, netos, afilhados, etc.
Mas a parte mais importante deste espírito natalício, quanto a mim , fica esquecido.
Quantas pessoas a necessitarem de todo o tipo de apoio, mas esses, como são pobres, ninguém se lembra deles.
Que injustiça meu Deus!!!!!!!!
A Igreja Católica o que faz de positivo nesta quadra? Palavras bonitas ditas pelos seus representantes, quer no Vaticano quer no púlpito das Igrejas por todo o mundo cristão de que valem? E na prática?
Desculpem-me os católicos, os papa hóstias e os beatos que vão todos os dias à missa e às igrejas, batendo com as mãos nos peitos em sinal de arrependimento e abraçando-se uns aos outros lá dentro, porque o não fazem depois cá fora?
Será que eles estão convencidos que Deus só está dentro daquelas paredes que se dizem santas? Que julgam eles que ganham com isso? Santa ignorância, aproveitada por quem se aproveita dela.
É caso para dizer "O'DEUS VEM CÁ ABAIXO VER ISTO"

Ou o espírito de Natal é praticado todos os dias da nossa existência ou então só vai servir para os grandes comerciantes venderem os seus produtos e para os que se servem
da ignorância das mentes mais atrasadas.

segunda-feira, dezembro 11, 2006

TCHAMUTETE

Na sequência da minha postagem anterior, junto mais uma foto que cá veio parar e que mostra a equipe de agrimensores e o desenhador, que começaram a árdua tarefa do levantamento topográfico, triangulação geodésica, demarcação, etc., para o começo da extracção do minério de ferro.
Ilustra também uma das primeiras construções, onde habitávamos, mandadas fazer pela C.M.L.

domingo, dezembro 10, 2006

TCHAMUTETE

Foto tirada do cimo do morro do Tchamutete- Cassinga.
Lá bem em baixo estava localizado o nosso acampamento e o local de extracção do célebre minério de ferro, ( um dos mais ricos do Mundo ), porque na sua composição ia uma percentagem de ouro que os japoneses, na sua terra, para onde era exportado o separavam.
Coube-me o privilégio de ser um dos que pertenceu à primeira leva de técnicos que foram fazer com que a mina do Tchamutete, começasse a laborar. Foram sem dúvida tempos difíceis e de muito trabalho, porque nada mais havia a fazer num local tão longínquo, desabitado e inóspito.
Trabalhava-se quase de sol a sol, durante os dias da semana, excepto, sábados e domingos que tínhamos folga e que a Companhia nos cedia um meio de transporte para irmos para onde nos aprouvesse, desde que estivessemos a na segunda-feira no horário do costume.
Do que mais saudades tenho e guardo foram esses fins de semana que aproveitava para uma ida à África do Sul, actual, Namíbia, por estradas lamacentas, onde Km sim Km não, se enterrava o Jeep. Acontecia muitas vezes cruzar-me no caminho de ida com a carreira de passageiros que ia para Pereira de Eça e encontrá-la no regresso sem ter chegado ao destino.
Naquele tempo tudo ainda era primitivo e tudo tinha uma sensação de mistério que inebriava e emocionava.
Numa dessas andanças andei pelo mato fora e fui dar a uma povoação indígena em que as crianças e mulheres fugiam porque nunca tinham visto um branco nem tão pouco um Jeep. Bons tempos aqueles e sobre os quais muito há que contar. Até à próxima. Caso estas linhas sejam lidas por alguém que lá estivesse comigo, como seria bom dialogar com essa pessoa, assim o espero.

sábado, dezembro 02, 2006

PESCARIA


Sou um daqueles felizardos que pescou várias vezes levando apenas uma cana feita de um qualquer pau, com mais ou menos metro e meio e que tinha bem amarrada numa das extremidades um fio de nylon e na outra ponta do fio um pequeno e mal amanhado anzol.
Nunca tive gosto pela pesca, mas desafiado pelo meu melhor amigo ai ia eu!!!
Chegados a um pequeno charco, que não tinha mais que 50 metros de diâmetro e que só enchia com a água das chuvas, o meu amigo disse-me "imita o que vou fazer" e, armado com o mesmo instrumento que o meu, lançou o anzol à agua e mal ele caia, levantava rápido a cana e lá vinha um pequeno peixe agarrado ao anzol. Atónico fiquei, mas resolvi tentar a minha sorte e ao fim da terceira tentativa pescava tanto como ele.

O charco ficava não muito longe da casa de residência de seus pais, para onde ia de vez em quando passar uns dias, situada perto do rio Queve onde eu adorava passar nem que fosse apenas um fim de semana.

Era um local cheio de magia e encanto. À noite do mesmo charco vinha um coaxar tão ruidoso que ficou gravado para sempre nos meus ouvidos e que servia para embalar o nosso adormecer.

Que bela vivência! Kaenge era o nome do local algures por aquelas terras de magia e encanto de Angola.
 
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