
Sou um daqueles felizardos que pescou várias vezes levando apenas uma cana feita de um qualquer pau, com mais ou menos metro e meio e que tinha bem amarrada numa das extremidades um fio de nylon e na outra ponta do fio um pequeno e mal amanhado anzol.
Nunca tive gosto pela pesca, mas desafiado pelo meu melhor amigo ai ia eu!!!
Chegados a um pequeno charco, que não tinha mais que 50 metros de diâmetro e que só enchia com a água das chuvas, o meu amigo disse-me "imita o que vou fazer" e, armado com o mesmo instrumento que o meu, lançou o anzol à agua e mal ele caia, levantava rápido a cana e lá vinha um pequeno peixe agarrado ao anzol. Atónico fiquei, mas resolvi tentar a minha sorte e ao fim da terceira tentativa pescava tanto como ele.
O charco ficava não muito longe da casa de residência de seus pais, para onde ia de vez em quando passar uns dias, situada perto do rio Queve onde eu adorava passar nem que fosse apenas um fim de semana.
Era um local cheio de magia e encanto. À noite do mesmo charco vinha um coaxar tão ruidoso que ficou gravado para sempre nos meus ouvidos e que servia para embalar o nosso adormecer.
Que bela vivência! Kaenge era o nome do local algures por aquelas terras de magia e encanto de Angola.
1 comentário:
Ao descreveres tempos vividos, também eu sinto o ar, o vento , o cheiro a terra molhada,como aqui relembro o Tio Eduardo e as vossas saídas para a caça assim como tb estive com vocês em algumas, ainda pequenino receoso daqueles momentos e a alegria quando chegávamos ao Kaenge e nos esperava sempre uma boa refeição...mãe e avô Ilda sempre bem dispostas...Que enormes saudades...
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